sábado, 11 de setembro de 2010

Meu velho e bom tempo!

Eu quero enxergar além desses olhos.
Poder entender o quê se passa na sua vida.
Quero me desvincular do vicio de observar sua beleza
e compreender seus pensamentos.
Ler tuas atitudes ao pé da letra, como você deseja passar.
Estar com você ciente se deseja realmente estar comigo.
Não existe certeza quando
conhecemos alguém tão pouco.
E gostamos muito.
Não existe certeza em quase nada.
Porque as pessoas que mais gostamos,
geralmente se escondem entre a razão e a emoção.
Tempo!
Amigo meu, Tempo.
Nunca precisei tanto de uma auxílio seu.
Tenho uma divida imensa.
Você me salvou, me tirou do sofrimento,
antes que ele me tirasse a vida.
E essa divida me uni a você, com algo que eu não me sinto segura.
Mas,
Fique mais.
Eu estou gostando de ter você.
As antigas feridas cicatrizaram.
Não quero criar outras.

Carolinie Martins

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Seem medo de ser feliz .


Deixei de temer tudo.
Paro pra pensar que posso aproveitar enquanto algo me faz bem.
Conheci alguém que me fez perceber isso, não ele, mas o que transmitiu pra mim,
Percebi que tudo sempre tem um jeito,
Que a infelicidade não é pra sempre.
Que olhos azuis são bonitos, mas o conjunto o deixa irresistível.
Que um homem tem que respeitar uma mulher.
Me mostrou o verdadeiro significado de estar junto.
Lembrei de como um abraço protege.
Do encanto de se apaixonar...
Me fez perceber o quão bom é pedir desculpas.
E que para o momento ser inesquecível basta apenas uma boa pessoa...
Não temo perdê-lo.
Porque o eu absorvi foi extremamente proveitoso.
O grande...
Ainda estou aprendendo...
a dar carinho e a receber...
Aprendendo sobre a calma.
Aprendendo a gostar do meu nome: Carolinie.
Ou melhor ..
eu gosto do meu nome pronunciado por ele...
Gosto da voz dele....do cheiro....
Ele me livrou desse cárcere....
Se esse carinho for por gratidão. Que seja! Mas é imenso esse carinho. É imensa a gratidão.


Carolinie Martins

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

TRANSIÇÃO

Fragmentei a minha dor e ainda assim não encontrei um ponto no qual eu pudesse curá-la. Eu me escondi dela por tanto tempo, e quando resolvi confrontá-la a mesma também fugiu de mim. E como prova de trégua me trouxe um presente.E eu me conformei com a presença dela, fraca, mas não sou imortal e ela tem que existir.


" Me protegi de tentar, por medo.Deixei de viver, por agonia.
Quando abri a porta e senti a brisa percebi que é tudo tão mais simples.
Eu já não vivo na murmuria. Sei gritar, mas grito com liberdade.
Já não tenho tanta segurança.
E isso é bom.
Já não sou auto-suficiente, preciso de alguém.
E isso também é bom.
Aprendi que, não existem coisas perfeitas.
E que o inesperado vai sempre estar surpreendendo a gente.
Coisas maravilhosas acontecem todo dia.
Eu não via essas maravilhas a algum tempo.
É tudo tão novo.
Não é errado viver por impulso.
Pois ainda assim é um modo de viver.
Viver.
Agradecer é emocionante.
Mas não agradeça por coisas,
agradeça a pessoas por elas mesmas.
Pare em um momento do dia pra respirar fundo.
Sinta o ar trazendo a serenidade.
Sinta como tudo pode se resolver.
Aprenda a esperar...
Embora impaciente, eu esperei...
Quero transmitir toda minha tranquilidade.
Meu apêgo as coisas realmente importantes.
O valor dos amigos.
O tédio cortado por bons livros.
O quanto é divertido falar besteiras.
O quanto as pessoas
conhecidas recentemente podem te fazer bem.
Deixa a imaginação fluir, se fechar na razão é insensato.
Perceba sua existência.
Acredite na sua importância, mas sobretudo no quanto as outras coisas também são importantes.
Jamais deixe de se despedir de alguém.
Pode ser a última vez que verá aquela pessoa.
Deixe claro as suas idéias, mas saiba como falar.
As coisas acontecem, mesmo quando não esperamos.
Plenitude, deseje-a.




(Carolinie Martins)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Aproveite!!!


Um bom momento nunca volta.
Você tem uma experiência...se contente com isso!

domingo, 5 de setembro de 2010

5ª carta - CPR

Foi tudo muito bom pra mim. Foi divertido, foi engraçado, foi novo, foi estúpido... Você foi praticamente tudo. E eu acredito que fui algo pra você também.
Enquanto lê isso fico aqui pertinho imaginando sua reação, imaginando onde vai estar, se vai ler de uma só vez ou se vai fazer como eu; dando um tempinho entre um parágrafo e outro.. Se vai achar idiota ou legal ter ma pessoa que se importe com o que pensa e precise tanto de você.
Quando chegar a ler estas palavras vai perceber a minha coragem em entregá-las, pois não é tão fácil quanto parece. Li e reli dezenas de vezes, escrevi e apaguei palavras dezenas de vezes. Mesmo na certeza do que sinto, pensei se essas declarações seriam o bastante pra que você entenda a minha mensagem.
É dispensável assinar meu nome, pois ele não vai dizer quem sou. Não tão bem quanto essas palavras. Sinceramente? Prefiro que perceba por conta própria, mesmo não esperando muita coisa. Sem grandes expectativas, só pra sentir que não esqueceu de tudo.
E se um dia essa oportunidade de estar com você batesse na minha porta novamente, eu com certeza viveria, me entregaria, aproveitaria cada segundo como se fosse o último.


Carinhosamente,
Sua menina.

4ª carta - CPR

Se for verdade que a vida não se conta de quantas vezes você respirou e sim dos momentos que tiraram seu fôlego... Bom... Você faz parte da minha vida agora.
Eu ando tentando algo muito estúpido, te entender. Você me disse que era alguém fácil de lidar, mas eu nunca descobri o segredo pra te compreender; porque em cada olhar seu eu vejo mistério. Isso me atrai tanto quanto me traz insegurança.
Mas a pergunta que me incentivou a chegar tão longe é: Porque ainda não deu um basta? A resposta pra isso talvez seja o fato de que ter alguém à sua espera é um consolo. Uma vaidade saber que a qualquer hora que desejar terá um corpo ainda que temporário às suas vontades. O que é aceitável se tratarmos de alguém imprevisível como você. Mas eu não acredito nisso, não ainda.
A segunda hipótese: Poderia ter havido um envolvimento da sua parte, não necessariamente emocional. E é o que me leva a ter; não esperança, mas senso de oportunidade.
Possa ser que escrevendo tanta besteira o que eu queira te passar é que algumas fases da vida podem ser marcadas por farras, rodas de amigos, por ser cobiçado; mas isso não é tudo. Isso não torna uma pessoa completa. Com o passar do tempo percebe-se a falta de estabilidade, e descobre-se que a grandeza de um homem se mede na sua sensibilidade de dizer que PRECISA.
Agora, quem sou eu?
E cadê toda essa experiência?

Eu sou alguém que só quer te ver bem, onde for e com quem quer que seja. Só preciso te ver sorrindo, respirando ou até mesmo perdendo o fôlego. Tenho medo que essa sua forma de acreditar em sonhos como metas te faça esquecer o brilho das coisas e te monte como alguém frio Seja mais humilde, mais humano. Encontre a felicidade na simplicidade.
A minha experiência está nesse sentimento, que me amadureceu de um modo que hoje me alimenta.
Tenho pedido o agir de Deus na sua vida, e sei que ele me escuta. Compete a você fazer por merecer.

3ª carta - CPR

Sei o modo arrogante que tem ao gostar de ser desejado, cobiçado. A minha obsessão é um prato cheio pro ego. Não te considero um perverso, pois não sou o melhor exemplo de ingenuidade. Se eu tinha noção do fim, ter continuado foi opção minha.
Por mais atraente que o teu corpo, tua boca, você seja pra mim; eu enxergo mais longe, mais do que simples físico. Admiro o teu foco, teus objetivos e a seriedade que tem em tentar alcança-los. Eu daria tudo pra te ter desestruturado comigo, pra mim.
E essa saudade que maltrata. A falta de ouvir tua voz suave próxima, nem que seja me repreendendo; do teu toque seguro, da tua força e o teu peso sobre mim. Tenho saudades de tremer por dentro, de me arrepiar, de respirar fundo ou simplesmente faltar o ar. Sua mão em minha nuca, no meu corpo. É irracional buscar isso em outro homem, porque não vou encontrar quem sacie minhas expectativas e me dê vontade de passar dos limites e ir além.
Mas é isso aí, a vida segue... O sol nasce todas as manhãs... Os passos continuam a ser dados.

2ª carta - CPR

Lembro de momentos com você em todo tempo, e é o que me faz ouvir todas as músicas e classifica-las como: as nossas.
Você parece ter sido moldado ao meu gosto, o que é ridículo, porque é a única pessoa que me faz rir e me tira do sério ao mesmo tempo. É tão irritante o seu modo de tranqüilidade enquanto os ânimos estão alterados, o jeito calmo de dizer: - Eu não vou discutir com você! - desarmando toda uma situação que eu criei pra mostrar que eu posso ser irritante, tanto quanto você.
Sua fisionomia é tão nítida na minha memória que vejo familiaridade nas expressões de pessoas até mesmo desconhecidas, e são tantas essas expressões: o jeito de concordar num piscar de olhos, o charme com que morde os lábios, o “franzir” das sobrancelhas.
Ainda com detalhes tão comuns você me passa cada palavra e cada olhar com um toque único. Seus gestos me encantam até hoje. Seu comportamento marrento, dono do mundo se fazia perceptível até ao falar no telefone apoiando-se com pé na parede, a “falsa concentração” ao dirigir, o mover do punho no volante, o largar do pescoço quando sai do carro, um tipo de auto-avaliação. A demonstração de força, que me frustrou por não penetra-la; a tua presença e a tua postura diante da sociedade.
Você me transformou em fragmentos. Torne-me quebradiça, dependente, apaixonada, mulher. Despertou em mim uma vontade de sentir prazer, a tentação de descobrir novos caminhos, mais quentes e menos sérios; o que sinceramente não me trouxe arrependimento nenhum, à não ser por não ter aproveitado o fato de que estava ao meu alcance.
Saí da vida e dos costumes de uma menina, o que me faz acreditar que posso ser uma mulher, ou não. Pois toda vez que volto a pensar em você fico vulnerável e infantil, o que me faz retomar o lugar da tal menina; ou não.
Ao teu lado a palavra que mais me atormentava era: talvez. A dúvida era um pensamento constante. Era tudo seu, mas nascia em mim. A parte sua que existe dentro de mim. Minhas idéias se baseavam e nunca se firmavam. Logo eu que achava que só existiam duas respostas: o sim e o não, passei a desvalorizar a certeza.
Tentei conhecer pessoas novas, mas ninguém me olhou como você, ninguém tocou meu rosto nos momentos precisos, me fez tremer ou ficar indiscreta diante de alguma situação. Meu mundo se limitou em coisas que tem graça nenhuma. Se sua falta tirou o brilho de tudo.
Um dia me transtornei com um tapa, achei inaceitável. Sem saber que isso me acordaria do meu sono defensivo e me levaria a minha atual situação de passividade. O tapa que mostrou que as paixonites da imaturidade adolescente não passavam exatamente disso, e me permitiu descobrir que cada ação sua eram sinais de alerta sobre o mundo, sobre a vida, sobre nós. O nós que eu nem sei se foi de verdade, porque diante dos meus olhos era eu e você, e talvez na realidade fosse somente eu, eu e a ilusão de que o teria pra mim.
Mas eu nunca pensei na ilusão como algo negativo, se é ela que nos faz acreditar em algo tão distante. Triste é o depois, a desilusão que chuta os fatos imaginários e joga na nossa cara a verdade.
Eu te desejo cada segundo. Meu corpo ainda aquece, chego a suar frio quando penso nos teus toques no teu abraço terno e forte, no calor do teu corpo, na tua boca. Em pensar o quão submissa me torno em teus braços. Teu perfume é quase que uma droga pra mim.

sábado, 4 de setembro de 2010

1° carta - CPR

Hoje pensei em escrever, não que se interesse por saber, mas achei legal. Na verdade o motivo disso não é contar algo, mas confessar que tudo que disse e vier a dizer já não move mais nada; isso por minhas tentativas frustradas de te fazer feliz.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Posion....

Todo ele não me deu tanta coisa...
Faz gosto mas quase não sacia.
E mesmo me matendo no tal mundo, maltrata mais a mim do que qualquer outra pessoa.
Não tenho como, nem porque evitá-lo. Exala do meu corpo, da minha língua, me tomando.
Tendo ele como defesa, tenho ataque.
Se um dia esse veneno não estiver mais em mim, provavelmente eu não estarei tão completa!!!

Ah ... masoquista!
Me puxa os cabelos....

Fico enojada ao ouvir palavras doces. Toques leves já não causam efeito algum. Peço que deixe os abraços marcados, pra poder lembrar de você.
Não me tranquile, não me acalme. Quero os batimentos revoltos. Estardalhaços no peito.
Há momentos em que evito a serenidade, prefiro as turbulências, que me tire dos trilhos, que me arranque as roupas e me roube beijos.

Ainda tem a minha fúria pra conter!




(Carolinie Martins)