domingo, 17 de abril de 2011

Extremismo

Quero seguir uma nova linha de escrita, não ando merecedora das folhas em branco pois abondonei o velho caderno. Acho que é a depressão que me incentiva a rabiscar minhas poesias medíocres.


Estou com ele novamente.Talvez se tudo seguir como planejo (o que quase nunca acontece) essa será minha última tentativa. Se bom, ótimo. Se ruim,  uma nova história a ser contada, e mais folhas em brancos. Estou preparada, decidida e sozinha. Porque ainda que com ele, é assim que eu me sinto. Estou me armando para quando não der certo, como se fosse uma despedida. Como quando aproveitamos algo ao máximo porque não terá uma outra vez. Os problemas em família estão me sufocando. Penso no meu futuro, porque o presente me desespera. Não estou me precipitando em nada, não mais. Estou com ele sem me doar tanto, não prevendo, mas esperando atentamente que ele me largue de novo. Pensando eu que será o último abandono. Longe de ser fácil e rápido. Estou eu aqui; mas já me aquecendo pra aquela dor suave, tensa e melancólica. Aquecendo-me até fisicamente pra uma caminhada longa. Não consigo me enxergar com ele daqui a alguns poucos anos.  Esse amadurecimento quase a tempos aguardo, tomará brutalmente o lugar que ele  ocupa. O imperfeito é tentador nas primeiras aventuras, sem contato constante. Se muito experimentado acaba causando antipatia. Tenho algo a contar-lhes, deixei definitivamente o meio termo, e ao contrário do que aparento no inicio deste texto, o "talvez" está se esvaindo do meu vocabulário. Extremismo, isso mesmo, ou 8 ou 80.



Carolinie Martins

segunda-feira, 21 de março de 2011

Assumo

Até quando vou viver essa tal liberdade?
Buscando um desapego forçado.Criando uma imagem auto-suficiente, uma auto-estima inabalável.Sendo mais ingênua que nunca negando minha ingenuidade.Provando ter um poder que não tenho.Ou melhor, um poder que eu perco quando frente a frente com você. Não estou achando fraqueza perder o fôlego. Resolvi assumir meus desejos, estes um tanto impuros. Se te negando, me aplaudir, ainda que tal fato não seja tão frequente. Me expor demasiadamente, me engasgando com o veneno extraído do teu corpo. Tomando teu perfume de forma desesperada. Te amando, e inacreditavelmente não acreditando em contos de fadas. Tendo uma dose de realismo depois de cada noite, e uma de consciência antes delas. É um pensamento, depois de tentar ser outra pessoa. O que sinto é sentido  por quem sabe um pouco de mim. Eu sendo outra, logo morrerei de amores de novo.


Carolinie Martins

sexta-feira, 11 de março de 2011

Precisei....

OMG: Danilo Di Mello, Brenda Lee, Elisson Lucas.

~

Eu precisei conhecer, entender o que se passa comigo.Precisei ouvir as criticas, de mim, do que escrevo.Precisei lembrar de como posso ser um pouco mais.Estou vuneravel.Me enxerguei tão ôca, imatura.Como se tivesse nascido hoje, eu olho pra tudo como novidade. Fui infeliz em alguns relacionamentos.  Desacreditei nas pessoas por detalhes. Amei uma só vez, e ainda amo. Sofri por uma só pessoa, e hoje vou deixando, que o que for pra ser, vai ser . E por não me realizar em tudo ou no julgado "mais importante" me senti fracassada. Eu chorei hoje. Tenho todo vigor jovem e  me poupo das tentativas, por medo, um medo ridiculo de me frustrar.Que tipo de poeta se deixa cercar por palavras vazias. Devia me encher de citações leves, e deixar que estas tornem algo marcante. Estou imortalizando momentos sordidos, sentimentos foscos.Isso é inútil. Nada disso merece ser lembrado, os aprendizados pós-lágrimas que devem se perpetuar.E hoje não importando o que digam, eu sou o bastante para alcançar o que quero. Sou o bastante para meus amigos, e sim, eu acredito em amigos. E se sou falha às vezes, vou fazer com isso não se repita com frequência. Vou voltar a ser uma companhia agradável e alimentar a minha vida.

Eu precisei de um banho de chuva.


Carolinie Martins

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um ser... OMG: Alvaro Lima

"Ando sendo tentado
Experimentando o escasso
Vivendo, amando, surtando
 Com a malicia me inundando a boca
Os amores me arrancando as roupas
Deixando floreser a ânsia, a coisa louca
Não me situo em nada, sou ser andante, me espelho em atos impensados, impulsivos
Me prendo a uma vontade desnecessária, inútil
Expondo assim  um lado meu, lado fútil..
Sou ser pensante, abusivo.
Detalhando os momentos, eternizando os poucos amigos.
Pouco simplista, pouco analista.
Pensando em  tudo como bom realista.
Me ligo ao prazer numa linha hipnotizante.
Desejos impuros de um jovem amante.
Prefiro os fortes, admiro os corajosos
Vou à luta, em busca, com passos audaciosos.
Não me sinto diferente, acredito até que somos todos iguais, só não me ponho como um outro.
Sou um ser, um todo."

Carolinie Martins
Para: Alvaro Lima

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A entrega

Não fujo de mais nada. Enfrento o que tiver por vim. com a cara e a ousadia, me expondo mesmo.
A cada ferimento uma demonstração da minha resistência.
A cada oportunidade alguns minutos de proveito.
São as consequência e os lucros de estar apaixonada.
De não resistir à tentação.
Sinto-me presa às tuas qualidades, as tuas boas intenções e aos românticos momentos.
Agrado-me na compania tua, porque tal me tranquiliza.
Os abraços carinhosos, teus sorrisos ternos.
Mas já se sabe à tempos que nem tudo são flores.
O amor tem lá seus terrenos frios.
O amor nos envolve, nos chama pelos medos.
A gente cai na cilada de admirar os defeitos.
Os mistérios de cada mentira, pensando bem, só os mitérios já bastam.
O magnetismo.
Estou eu aqui, deliciando-me na minha armadilha.
Amando-te como nunca me pus a amar.
Entregando-me com tudo,doando esse tudo que jamais pensei que tinha.
Alimentando amor.
Vou querendo-te com firmeza. Sem grandes pretensões quanto ao futuro.
Curtindo a alma de cada momento, guardando comigo a mensagem de cada beijo.
Afinal a gente nunca descobre esse tal mistério, se não se por a vive-lo.

Carolinie Martins




sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bem-resolvida. ((O poda))

Omg: Alvaro Lima/ Sandro Mateus/ Caroline de Sá/
          Brenda Minatti/ Elisson Lucas

~
Escrever é sim muito fácil, as ações que mais me enfraquecem.A gente acaba passando da estrada onde se topa qualquer coisa.Depois de tanto caminhar assentindo pra tudo, é até inovador se negar a algo.Estou praticando o desapego, a consciência, o amor-próprio.Agora passeio por terreno plano, porque eu resolvi assumir as rédeas da minha carruagem."Bem-resolvida", estou me pondo assim hoje.É usando esse bem-me-quer que eu bem me tenho(rsrs) que vou mudando o destino.Nada de "parada obrigatória". Quero seguir até onde eu desejo ir.Deliciando-me com bebidas quentes, corpos quentes. Não preciso mais lutar contra lembranças, essas já não me rodeiam.Ficam guardadas onde devem estar.E foi nesse vão de superioridade, que ele achou de me procurar.

-Sinto muito meu caro, ou melhor e menos, sinto nada.Não estou tão disponível, não me vejo tão volúvel.Ando me achando com tudo. Esse poder eu conheço.E por senti-lo,estou completando-me.A auto-suficiência cobriu tua ausência.E dos teus lábios já não escorrem o veneno. Aquele veneno que sei que tenho e que se lembrou.Que continue assim, você com outras, quiçá comigo em lembranças.Eu com muitos, divertindo-me como criança.Como aqueles vários novos sabores.

Carolinie Martins
Revisão: Alvaro Lima

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

;]

"Eu quero ser única, pra fazer de cada um deles só mais um. Eu quero ser mais uma, pra poder experimentar de todos eles. Desejo todos os sabores do mundo. "




Carolinie Martins

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Nas noites...

E outra noite... depois de um santo dia (sempre sabendo que o "santo" é por pura generosidade minha).
~
Chega a ser difícil acreditar que poucas coisas me surpreendem,
pelo meu estado "chocada" ultimamente.
Não me refiro ao inesperado,
este já não me inspira nada,
ainda que venha uma vez ou outra me assombrar.
Me ligo a fatos vividos com certa constância,
 que já poderiam se considerar ensaiados
vem como novos e desconhecidos,
e eu diante deles:
Ajo também como nova e auto-desconhecida.
Mas meu controle sobre esse corpo confuso
que me surpreende.
Me seguro e  consigo fazer com
que ele não vibre enquanto o sangue pulsa, lateja.
E isso não é tão fácil depois que se entende que
sangue é corpo,
 e esse corpo anda sendo o tudo do tão pouco.



Carolinie Martins                                           
Revisão: Natália Pires         
              Mayla Narciso
              João Drama

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pensando assim'

E como pode o "eu" ainda pensar no "você"?
Por mais que o tempo passe não encontro a resposta.
Quando puder responder, a pergunta ão será mais a mesma.
A gente cresce sabendo que o mundo gira, mas o núcleo não muda de lugar.
E depois de grande ainda se tem dificuldade em aceitar isso.
Em outras palavras, meu mundo resolveu girar, e foi tão rápido.
Chorei e ri, entre encantos e decepções.
Mudei tanta coisa de lugar, me mudei.
Cresci e também fiz aniversário, e eu garanto que não é a mesma coisa.
Joguei fora coisas especiais e guardei tralha.
Tive dúvidas sobre amor e desejo.
Tomei corpo por coração.
Amei com a alma. Senti o fogo.
Misturei tanto pra confundir, e acabei, eu: CONFUSA.
Sofri um tanto. Aprendi um bocado.
Derramei lágrimas e as escondi com um riso.
Lágrimas que regaram um coração e deu disposição pra que este amadurecesse.
Pensando assim, eu até acho finalidade pra tudo aquilo.


Carolinie Martins
Revisão: Yvabelle Mayane
              João Drama

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nas minhas limitações.

Como se não bastasse me ferir tentando arrancá-lo de mim, sinto que meu corpo começa a dar sinais de desestruturação também.
O fisico me castiga pelas más escolhas.
Tento expulsá-lo com lágrimas, pois isso não exige tanto esforço.
Sofro por não tê-lo tratado como sonho, o tive como meu vicio, meu mal desprezível e necessário.
Por que se tivesse o  tratado como sonho teria como opção não vivê-lo.
Mas tenho em constância uma vontade de superar, esquecer.
Ele já cativou o lugar merecido, ainda que esse não seja de honra.
Viveu e morreu na minha história.
Só temo que essa mudança seja negativa e que ele me destrua mesmo ausente.


Carolinie Martins
Revisão: Caroline de Sá
              João Drama