E eu ando nas ruas sem medo de encontros, torcendo por desencontros com toda concentração que a minha distração permite. É assim mesmo, eu já ando nas ruas.
Eu saio, eu me divirto. Eu evito ouvir músicas, eu as danço.
Eu desejo outras pessoas, e não! Eu não procuro semelhança alguma.
Eu já me sinto a vontade em ser romântica, eu só não amei ainda.
Eu me sinto à vontade em ser racional também, eu preferi não amar ainda.
As cartas se ordenam sozinhas, os diários não estão mais datados.
O tempo foi fiel a mim, não há nada escrito em meus papéis que me diga se fui ou não feliz.
Mas eu sei.
Não houve como voltar e recontar a meu caderno de bolsa os últimos anos. Eu decidi viver outras histórias, eu decidi só participar minhas novidades a ele.
O costume já o deixou repudiar nostalgias.
“Ai Carol, sério, me manche, mas venha com novas pessoas, novos cheiros, novos sabores.”
E eu “superiorizando”: Receba bem, um nova vida, rsrs, perdoe-me o termo são altas horas e eu dando
Murro em ponta de faca.
Nada acabou.
Eu apaguei. E fim!
P.S. Então, hoje, falta de ar, meu amigo.
Carolinie Martins