domingo, 21 de novembro de 2010

Amigos ou estranhos?

Decepções sempre virão, principalmente se tratarmos de seres humanos.
 Os grandes amigos, os julgados eternos vão sim nos decepcionar, o que os diferenciarão dos outros, não se encontra exatamente neles, mas em nós. A compreensão.
Pensando por outro lado, eles também podem se decepcionar conosco. Afinal, o que se espera de um amigo é sempre ajuda, é o "estar ao seu lado" que conta.
Estamos sendo amigos ou tendo amigos?
Meu trabalho me obriga a conviver com estranhos, é uma experiência muita enriquecedora mas requer cuidado e vigília.
Assim como podem ser ternos, os humanos são traiçoeiros. Oferecem armadilhas em papéis de presente.
O que se pode fazer?
Sinto dizer, que não podemos fazer nada.
Aprender talvez, às vezes até mais com os erros dos outros do que com os nossos.



Carolinie Martins

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cartas para um romance.

Encerrei o meu livro, mas não meu romance. Não tenho a mínima idéia de onde as páginas chegarão, mas sei que muitos se identificaram com elas. Talvez até usem as mesmas palavras para definir o que sentem.
A essas pessoas digo apenas que melhores palavras serão escritas quando o mundo se deixar levar pela emoção de uma folha em branco. Não é preciso dom, e sim sensibilidade.
Sempre me achei dura frente ao romantismo, neguei fragilidade com certos sentimentos, me enganei. O realismo me larga quando lembro que amo, e amo incondicionalmente.
Citei a postagem anterior como a última carta. E é a última carta, escrita. Se um dia voltar a me declarar, usarei palavras ditas, e ainda melhor, seguidas de um beijo.
Não deixarei de escrever. Ainda há mil e um temas que posso poetizar, inclusive o amor. Mas será de forma indireta, pois as cartas foram únicas e devem ser lembradas assim.
Tentei passar tudo que eu senti, e apesar de encontrar perfeição em cada suspiro ainda não sou compreendida.
Eu me pergunto: Porque lêem e não entendem?
Todos não sonham ser amados com certa perfeição?
Se não...
O que é sonho e o que é ser amado?
A única imperfeição do meu amor é que vai além de toda imaginação, por isso julgam que ele não é real.
E apesar de sempre escrever sei que as palavras ajudam, mas nunca expressam por completo a grandeza de um sentimento. Esse sentimento que me alimenta, o mais forte do mundo.

A última carta

Meu amor,
Estou sozinha, e isso não me parece tão desesperador. Tudo que passei foi proveitoso. Conheci muito sobre mim e sobre o sentimento.
Posso falar com total razão o que alimentei por você durante esses dois anos. Essa certeza está comigo porque não sofri influências. Não passei pela emoção de tê-lo ao meu lado, absolutamente nada que cultivasse esse amor.
Amor...
Evitei tanto usar essa palavra. Mas jamais evitei senti-la.
Não pense que não lutei por você. Fui uma das mais bravas guerreiras dessa vida. Mas nem sempre se ganha uma batalha, principalmente quando o que mais deseja tem vontade própria.
Cada dia que esse amor cresceu me deu novas experiências. Não sou tão sábia, assim como não sou tão leiga, pois conheço um pouco de cada bagagem que um romance traz.
Conheço a saudade. Essa marca que aperta o peito, gritando por você, pra te ter. Te vendo, te querendo e não possuindo. Morrendo de amor, e continuar vivendo.
Conheço o desejo, essa ânsia do teu corpo. Um vício, algo necessário. Preciso respirar fundo para falar sobre ele, assim como, respiro fundo quando o sinto. A vontade de tocá-lo, descobri-lo, manipula-lo.
Conheço a paciência, é o que me manteve esperançosa, mesmo que esperança fosse a última coisa sobre a qual pretendesse escrever.
Conheço a tristeza. Sim, a tristeza. Ela sempre vai acompanhar qualquer sonhador, porque na maioria das vezes boa parte dos sonhos são frustrados. E você, foi o meu sonho. É o meu sonho, meu sonho vivo.
Conheço agora a plenitude. Essa conformação com o andar das coisas. Um bem-estar, ainda que nenhum dos acontecimentos te proporcione isso.
Talvez saiba sobre a felicidade também. Afinal, eu te conheci. Para mim, ela se manifestou em momentos raros, mas existiu.
Conheço o amor, melhor que isso, Eu vivo o amor, vivo ele e vivo dele. Amor é dom divino, e o meu DEUS é muito poderoso, porque o que eu sinto por você é sobrenatural. É perfeito porque é de verdade, a verdade absoluta que levo hoje.
Sofri por esse amor. Sofrimento sério. Chorei em filmes, chorei lendo cartas, as primeiras cartas, que guardo comigo até hoje. Chorei por lembrar, chorei implorando para esquecer.
Mas ri também. Ri de como isso me alegrou, ri das minhas criancices e das suas brincadeiras.
Brinco que me alfabetizei com você. Foi o que você me fez sentir que me ensinou a escrever, a pôr em palavras algo que não tem nem significado. Medir as letras de algo sem tamanho.
Júnior, você é muito especial para mim. E ainda que não mais te veja, vou levar isso comigo por uma boa parte da minha estrada.
Fez parte do meu amadurecimento, da transição de menina para mulher. Mudou muitas das minhas idéias. Me acrescentou, sem me tirar nada, ou melhor, me tirou o sossego, tirou-me da tranqüilidade de uma vidinha mais ou menos para o tal mundo encantado.
Mas na vida real nem sempre as histórias terminam em “final feliz”. No nosso caso poderia ser que terminasse assim:
“Ele foi feliz e ela foi feliz”.
Não tem como se apaixonar por você, sem expor isso. Você é ilimitado em todas as suas ações. O meu modelo de homem, que pra mim ficaria ainda mais perfeito, ao meu lado.
Eu fecho os olhos pedindo tua presença. Peço com tanta firmeza que você quase vem. Se hoje aparecesse realmente pra mim, te enxergaria de outra forma, não por você ter mudado, mas porque houve grande mudança em mim.
Conheci muitos homens depois de você, homens bons e que tinha tudo para me fazer bem. Tentei vários relacionamentos, tentativas inúteis.
Eu comparei cada um deles a você, e era previsível que nenhum deles te superasse, que me beijassem como você beijava. Esse beijo quente, molhado, passava romantismo e me dava segurança. Os abraços apertados. Meu erro foi esperar a perfeição em cada um deles.
Não me esqueci de nada disso, tenho gravado em meus diários e na minha memória. Absolutamente tudo, cada frase dita, cada descrição de olhar.
Mas eu estou bem, estou viva e essa é a única coisa que preciso para seguir em frente. Esperar com um bom sorriso que o futuro me surpreenda. Talvez até com esperança.
Só existe vida se existir amor. Eu vivo. Mesmo que sofra, mesmo que chore, não sou imortal. Sentimento não se meche, não se muda; a gente aprende ainda que não entenda.
De tudo isso o que se sabe é o que se sente, e eu sinto. Te sinto, sinto falta, sinto amor, sinto vida.
Dentro de mim você ainda existe. O externo não foi tão forte, não o bastante pra você desaparecer totalmente.
Mas é isso...
Peço que não esqueça que foi importante para alguém, ainda que não se lembre de mim ou do meu nome. Se lembre apenas desse amor.
Não sei quando vai ler isso. Mas espero que goste, que sinta ao menos um terço da emoção que eu estou sentindo agora, pois uma mínima porção do que eu sinto é extraordinária para qualquer ser humano.
Eu amo você!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

As reticências...

Não adianta me enganar, independente de como ele reagisse, eu não poderia esquecê-lo. A intensidade se encontra no “pouco”. Pouco tempo, pouca convivência, pouco retorno.

Desesperava-me de hora em hora, numa angústia tamanha, um medo me machucando. A cada batida sentia que o meu coração me feria, eu sangrava, e não via saída para o sofrimento.

Meus cadernos se encheram com o nome dele, com aquele amor, era insano. Cada frase contendo minha vida, minha paixão, meu delírios por um homem. Eu o enxergava como um Deus, o meu mundo. Não precisaria de mais nada, só ele.

Acredito que eu não saiba explicar isso. Está fora do meu alcance, fora do entendimento de qualquer um. Eu só sei que era grandioso, extremo.

Eu me sentia incrível por manter aquela chama viva. Não era tão simples desistir. Aquilo só seria tirado de mim se me tirassem a vida. Eu me tornei uma fortaleza com um único ponto fraco, era como tróia e o cavalo.

Eu preferi não vê-lo durante algum tempo. Foi difícil. Depois dele me habituei a freqüentar certos lugares, lugares esses, aonde ele também ia. A cada encontro, uma denúncia das minhas reticências. Minha vida se tornou pontos.

A cada encontro, um espaço. A cada saudade, um ponto. Tais reticências se prolongam até os dias atuais. Mas os encontros já não são freqüentes e a saudade só aumenta.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Metamorfose ¹

Estou com disposição pra fazer diferente.

Meu instinto é de renovação.

O meu “amar” passou de uma obsessão

Para algo bem mais prazeroso.

Conforto-me em saber que sou capaz de algo SOBRENATURAL.

De um gostar tremendo.

A menina está me deixando.

Estou adquirindo uma nova forma.

Tudo se fará novo no que sou.

E o que sinto?

Bom, isso eu já não sei.

Talvez permaneça. Mais saudável, mas não menos aquecido.

Talvez o tempo, aquele velho amigo,

o tire de mim, ou o transforme também.

Não tenho mais espaço pra lamúrias.

Estou me amando mais do que nunca.

Minha fé vai a Deus por orações determinadas.

Ando escrevendo mais de MIM.

O meu ver, e não necessariamente O QUE vejo.

Os amigos?

Além de Deus, os que o vento não levar.

O intelecto...

Vou reativá-lo.

O físico...

A jovialidade não me fará cansar.

O coração...

Está preenchido...

O meu amor-proprio está tão grande, que já não cabe em mim.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ACABOU!

Acabou! É fato!
Acabou o ânimo, a esperança, o desespero.
Acabou o otimismo, os enfeites.
Não deixei de lutar por vontade própria, ao contrário,
tenho meus desejos sinceros.
A intensidade só existe no que sinto.
Não sou a intensidade, não tenho a força.
Meus passos estão leves e imperceptíveis.
Estou segura pois conheço o terreno que estou.
Conheço as lagrimas de dor e os soluços do sofrimento.
Sou auto-suficiente agora por emergência.

Ainda que mostre sorrisos, minha alma se entristece
cada minuto por velhas lembranças...
....velhos amores...

(Carolinie Martins)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu quero, e te quero mais que tudo...

TEMPOS...
O passado deixa de ocupar o seu lugar e vem ao presente, trazendo à tona partes que não são mais minhas. A capacidade de se apaixonar do ser humano é incrível. A capacidade de transformação do ser humano é extraordinária.
Eu passei a acreditar em muitas coisas que não pertencem ao meu passado. Acreditar em pessoas que por desejo meu será o meu futuro, e esse desejo vai se estender por muito tempo ainda.
O TEMPO...Aí está o "x" da questão. As incertezas que a vida me jogou, ao inverso do que esperava, me deixou totalmente ciente do que sou, do que sinto e do que quero. E o tempo? O tempo não me confunde mais, pois mesmo com um "pouco" dele conheci algo que nem ouso a dar tamanho.
Que sentido tem o tempo, se ao seu lado ele é um nada.?
Você é importante. Eu gosto de você porque você me faz querer ser melhor do que eu sou.
Me faz querer ser bom, o bastante para te fazer bem e te deixar feliz.
Quero passar pra você aqui, porque diante de você a minhas atitudes se tornam insensatas, confusas, ricas ou pobres de sentimentos.
O meu querer é VOCÊ.
A minha vontade é VOCÊ.
Não preciso de admiradores, não preciso de fãs. Minha única necessidade é de você, do teu respeito, do teu carinho, dos teus beijos.
Eu nunca desejei tanto a felicidade como hoje, nunca a conheci tanto.
Eu amo você minha vida!
Eu quero, e te quero mais que tudo...e vamos seguir bem, porque estaremos juntos.


(Carolinie Martins)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Meu principe.

Não posso dizer que te tenho como amigo. Não posso dizer ao menos que te
tenho. Entre as tantas incompreensões e os desejos vorazes que me acompanham
a única certeza que levo comigo é que:
Você definitivamente, não é só mais um.
O encantamento foi feito.
Não foi desejo meu que você se tornasse o meu princípe.
A culpa é da vida, do acaso ou do destino.
A culpa é da paixão, do teus olhos azuis ou dos teus cabelos loiros.
A culpa é do teu toque, do teu beijo.
A culpa é minha, por ser mortal, vulnerável.
A culpa é de Deus, o criador.
Te criou e criou o amor.
Vamos acordar...
Não existe culpa...
São coisas inexplicáveis, brigas, discursões, olhares, delírios, beijos.
Não há em que se apoiar, ou um meio de fuga.
Estou aqui,
diante de você transformando cada lágrima de um outro dia em palavras.
Pra mostrar a sua singularidade na minha vida,
a importância dos teus atos.
Talvez até me humilhar pedindo uma transformação.
Do que eu fui ou fiz, só tenho lembranças.
Estou me criando de novo.
E nesse crescimento a primeira coisa que aprendi foi mudar.
Por você, ou até mais, por mim.



(Carolinie Martins)

domingo, 24 de outubro de 2010

Certaas coisaas

Estou invalidando som ou silêncio. Trevas ou luz.
São dias e noites,noites e dias. Apenas.
Minhas coisas se passam em músicas com vozes desconhecidas.
Essa incompatibilidade me liga fortemente a você. Você me diz tudo com os olhos, sinto que só eu entendo. Mas queria sentir que é só pra mim.
O resto me desisnteressou a tempos. Só existe vida se existir amor. Eu estou viva novamente.
Mesmo que sofra.
Mesmo que chore.
Não sou imortal.
Tudo aconteceu sem que eu percebesse.
Sentimento não se meche. Naão se muda.
A gente aprende, ainda que não entenda.
Sua presença é codificada pra mim.
Disso tudo o que se sabe é o que se sente.
E eu sinto.
Te sinto.
Sinto falta.
Sinto amor.
Sinto raiva.
Sinto vida.
Eu espero, pretendo ter você por muito tempo.
Eu quero você. Desejo teu corpo com tanto desespero.
Ando tentando fazer o certo, mas tem certas coisas que eu não sei dizer...
ações que tento conter.
Estando fora de mim. Estando com você.
ESTOU BEM!

(Carolinie Martins)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Hoje....

É como se tudo pudesse me atingir. Em todo sentido de fragilidade como maior forma de desespero. E é só ele segurar a minha mão e a calma me volta e me abraça. Mas se não for assim me sinto insegura a ponto de cegar diante das pistas que me mostram o verdadeiro querer dele.